REUNIÕES E ENTREVISTAS VIRTUAIS - MAIS PRÓS DO QUE CONTRAS
Uma reflexão sobre o uso cada vez mais comum das videoconferências.


Em 2016 fizemos uma alta posição para uma multinacional de grande porte em Manaus. O ocupante se reportaria diretamente à matriz, na Europa. A corporação havia recém-adquirido uma operação na China e, por esse motivo, toda a diretoria havia se realocado temporariamente para aquele país, incluindo o CEO. Os candidatos, por sua vez, estavam em várias regiões do Brasil, inclusive na própria cidade de Manaus. E a consultoria – nós -, era de Curitiba! Dá para acreditar que todo esse projeto foi executado em 30 dias?

Evidentemente, isso só pôde ser feito com o uso intensivo de videoconferência e de outros recursos da internet. Fizemos conferências com o Cliente às vezes envolvendo gente em três continentes diferentes, contatamos e entrevistamos candidatos, e promovemos entrevistas dos finalistas com vários executivos do Cliente no Exterior.

É interessante apontar que já havíamos feito uma posição de alta gerência em Manaus, para uma empresa de São Paulo. Esse processo também foi feito há relativamente pouco tempo, mas ocorreu antes da banda larga. É desnecessário frisar que a logística e o esforço exigidos foram incomparavelmente maiores, incluindo grande dispêndio de tempo e recursos. As entrevistas, por exemplo, foram conduzidas pessoalmente em São Paulo e Manaus.

Apesar de reconhecermos as vantagens insuperáveis do contato presencial, acreditamos que as videoconferências se prestam perfeitamente para uma discussão de assuntos do dia-a-dia entre pares da mesma organização. Elas também podem funcionar para reuniões entre fornecedores e clientes. E, como relatamos, podem servir para processos seletivos remotos, com enormes vantagens logísticas. O interessante é que, passados os instantes iniciais do encontro, as partes parecem esquecer que não estão fisicamente presentes, e a reunião transcorre como qualquer outra, presencial.

Acreditamos, contudo, que muitas organizações nunca deixarão de promover as viagens de negócios, as convenções regionais ou globais, as visitas e os almoços com clientes, pois sabem que nesses eventos os relacionamentos se aprofundam e formam laços importantes para o andamento dos negócios. O face-a-face aproxima as pessoas de modo singular, desenvolvendo simpatia, camaradagem, respeito, admiração, intimidade e cumplicidade.

Quem ainda não utilizou o recurso da videoconferência certamente ainda o fará. E, para o caso de entrevistas de emprego, vale a pena possuir um equipamento equipado com câmera de vídeo e ter um lugar adequado para a reunião, principalmente em termos de iluminação (luz frontal, para suas feições aparecerem), fundo da cena limpo (para que o destaque seja você), e tranquilidade ambiental. Além disso, você pode compartilhar trechos do seu CV, fotos de equipamentos ou de obras, e coisas dessa natureza. Tendo cuidados mínimos com a produção, a reunião virtual pode ser muito interessante e informativa.

Finalmente, mais uma lembrança: pessoal ou virtualmente, a imagem é o meio, mas a mensagem é você. O preparo para a entrevista é importante nos dois casos, e isto significa a adoção de práticas simples como a boa apresentação pessoal, o olhar e o tom da voz seguro e confiante, um currículo que realce o seu histórico de realizações, e o seu conhecimento sobre a empresa e sobre o interlocutor. E tantos outros detalhes que propiciam uma boa entrevista de emprego.

Certamente a tecnologia ainda nos levará a outras soluções surpreendentes, tais como a transmissão holográfica. Mas até chegarmos ao próximo degrau evolutivo, vamos aproveitando as muitas vantagens do que já temos ao nosso dispor.

 

Um abraço a todos,

Paulo Murayama Rose Maciel

 

 

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