TEREMOS MAIS GENTE DO QUE EMPREGOS?
A população mundial ainda cresce e a tecnologia afeta o emprego. Desafios em busca de resposta.

No início deste mês o site do Grupo Gazeta publicou que o governo da Grécia passou a conceder um abono de 2 mil euros por cada criança nascida no país a partir de 1º de janeiro de 2020. A medida é uma resposta às projeções de envelhecimento e redução da população e estabelece que o benefício será pago em duas parcelas anuais e está disponível para qualquer família cujos rendimentos anuais não excedam os 40 mil euros. Até a China, que por muitos anos adotou a “Política do Filho Único”, passou, em 2015, a não penalizar os casais que tenham um segundo filho, também para reagir ao envelhecimento da população.

Um caso extremo é a Europa, cuja população cai em números absolutos desde a década passada. No Velho Continente, estima-se que a população de 726,0 milhões em 2010 cairá para 653,0 milhões em 2050. (Ver http://www.ufjf.br/ladem/files/2009/05/As-tendencias-da-população-mundial6.pdf)

Em contraste está a Índia, ainda envolta com forte crescimento populacional e executando programas de conscientização para controle da fertilidade. Entre eles, até promove uma redução no preço dos televisores, certamente uma medida mais suave do que os severos programas de esterilização em massa dos anos setentas. Na África a população também cresce de modo acelerado. Nesse continente, embora a taxa de fecundidade também venha caindo (6,7 filhos por mulher em 1950 e projeção de 2,52 filhos em 2050), a população deverá subir de 1.007,0 bilhão em 2010 para 1.937,0 bilhão em 2050.

No frigir dos ovos, a população mundial continua crescendo, principalmente nas regiões menos desenvolvidas. A projeção da ONU é que sairemos dos 7 bilhões de habitantes atuais, passaremos a 9 bilhões em 2050 e, em 2075, atingiremos o pico de 9,2 bilhões A partir desse ponto, a população total deverá começar a cair em números absolutos.

Isto é bastante positivo, mas ainda representa um acréscimo de mais de dois bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, para as quais a economia deverá gerar educação, emprego, alimento, vestimenta, saúde, moradia, saneamento e todos os demais serviços públicos. E devemos levar em conta que esse crescimento populacional estará concentrado nas regiões mais carentes do planeta: África, Ásia – exceto Japão-, América Latina & Caribe, e Melanésia, Micronésia e Polinésia. Essas regiões, que em 1950 representavam 67,7% do total mundial, hoje representam 83.6% e deverão passar a 86,4% em 2050.

No caso do Brasil, o estudo da ONU projeta que cresceremos de 200,0 milhões de habitantes em 2010, para 253,0 milhões em 2050, ou seja, um acréscimo de mais de 50 milhões de brasileiros!

Neste cenário de mais gente de um lado, menos gente de outro, a tecnologia avança em todos os setores, executando tarefas com maior precisão, com mais qualidade e numa velocidade nunca vista, eliminando postos de trabalho e funções inteiras. Entre tantas funções em risco, estão operadores em linhas de produção, trabalhadores rurais, taxistas, funcionários de bancos, etc.

As novas demandas e os novos perfis profissionais são incertos, mas podemos especular que os indivíduos precisão se ajustar às máquinas, bem como desenvolver a capacidade de analisar e de agir a partir dos dados fornecidos por elas, ao invés de produzi-los. E como a tecnologia não parará de evoluir, o aprendizado contínuo será obrigatório para quem quiser se manter em atividade.

Estes são alguns dos desafios do futuro,

 

Um abraço a todos,

Paulo Murayama Rose Maciel

 

 

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