Os desafios profissionais num mundo em que nada será como antes.
O aprender a aprender sobressai como a melhor solução

A velocidade e intensidade das transformações tecnológicas e científicas do mundo atual tornam muito difícil prever as competências que virão a ser exigidas dos profissionais no futuro. Isso vale também para vislumbrar as profissões que surgirão e que deixarão de existir.

Entre os muitos agentes de mudança, estão a inteligência artificial, o aumento da capacidade computacional, a disseminação da robotização e a intensa disponibilização da informação. E, além desses, as crescentes pressões ambientais, as modificações no perfil demográfico mundial, as mudanças de eixos na economia global e as contínuas mudanças nas expectativas e nos valores sociais. Como a velocidade das mudanças é superior a qualquer outro período na história da humanidade, a necessidade de uma preparação adequada é urgente. Isso é mais pessoal e próximo de nós do que costumamos pensar.

Convivemos com o futuro todos os dias.

Quantos de nós conhecem e têm nas relações, filhos, netos, parentes, amigos e filhos de amigos na faixa etária que vai de meses a uns 25 anos? Eles são os bebês, adolescentes e jovens adultos que estão aí, vivendo suas realidades nas suas respectivas fases da vida. Mas, olhando-os agora, pode ser surpreendente pensar que, na metade do século, eles terão entre 30 e 55 anos de idade, estarão na fase mais produtiva de suas vidas, e estarão lidando com realidades que não conseguimos sequer imaginar. Estão eles sendo preparados adequadamente para os desafios? Para eles, o futuro já começou!

Nessa preparação não podemos esperar muito da escola tradicional, pois ela mesma precisa passar por transformações. Na formatação atual, os conteúdos transmitidos ficam rapidamente desatualizados, os livros já chegam obsoletos às estantes, e aquilo que os mestres têm a dizer é ampla e imediatamente superado pelos meios digitais disponíveis para os alunos. Por isso, somente um processo que ensine o aprendiz a estudar poderá oferecer uma resposta a essa questão, pelo menos até que outras soluções, talvez até tecnológicas, ofereçam melhores alternativas.

A escola gerencia o aprendizado.

O aprendizado contínuo parece efetivamente ser o único meio que nos capacitará a lidar com uma realidade em constante transformação. O aprender a aprender é o passo inicial para um aprendizado que será uma constante no resto das nossas vidas. Devemos aprender a aprender nas escolas, nas empresas e dentro do lar, com orientação, estímulo e disciplina. Entre os meios de aprendizagem, estão as visitas a exposições e a museus, o estudo em centros de excelência no país ou no Exterior, a leitura de artigos, a participação em simpósios, seminários e cursos de especialização, as trocas pelas redes sociais e profissionais, as reuniões e as trocas nas empresas e o amplo uso das informações existentes nos meios digitais. E o aprendiz deverá ser orientado para procurar as soluções por si mesmo e a saber trabalhar com as informações. Devem lhe ser oferecidas mais perguntas do que respostas. (Para outras informações, sugerimos consultar, entre múltiplas publicações sobre o assunto, o artigo “Para o século 21, o importante é 'aprender a aprender'”, de Thiago Varella, em colaboração para o UOL.)

Enquanto isso, o aprender será uma responsabilidade indelegável do indivíduo. Ele será o protagonista do aprendizado e não deverá pular nenhum degrau na escalada do conhecimento. Só assim poderá ter a esperança de minorar os riscos e desfrutar de uma caminhada bem-sucedida no futuro.

 

Um abraço a todos,

Paulo Murayama Rose Maciel

 

 

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