A IMPORTÂNCIA DA DIMENSÃO COMPORTAMENTAL
As características comportamentais nos processos seletivos e comentários sobre algumas das mais valorizadas atualmente.

No nosso dia-a-dia como headhunters, temos a tarefa de combinar as características e expectativas de profissionais com as das empresas contratantes.  Esse trabalho se assemelha a um quebra-cabeças, no qual o desafio é o de localizar a peça certa para o encaixe certo.  Na vida real as peças e os encaixes são mais flexíveis do que no quebra-cabeças, e a meta é a de identificar os profissionais mais adequados para cada caso.  Na ausência do ajuste perfeito, as organizações e pessoas se beneficiam das diferenças e das contribuições que as partes aportam para a relação. É a energia gerada pelo atrito, a qual, na dose certa, pode ser bastante proveitosa.

A primeira etapa do processo seletivo visa estabelecer que os profissionais têm a experiência necessária para a posição. Mas, embora a competência técnica seja um pressuposto fundamental para o “encaixe”, ela não é uma condição suficiente para o sucesso.  A partir deste ponto, passam a ser avaliadas as características pessoais e comportamentais, que virão a estabelecer se a futura relação será harmoniosa, estimulante e fecunda para a organização e para o profissional.

Dificilmente alguém é admitido, promovido ou desligado de uma organização estritamente em função do seu desempenho técnico na função.  Isso acontece numa minoria de casos, algo assim como em 20% das situações de movimentação. 

O sucesso (ou insucesso) de alguém num processo seletivo, ou na vida dentro da organização, está diretamente ligado ao comportamento da pessoa e à sua afinidade com a cultura organizacional.  Esta “afinação” entre posturas e cultura implica, naturalmente, em que o sucesso ou insucesso numa determinada organização, ou até mesmo em um departamento da empresa, não significa que a mesma coisa ocorrerá em outra empresa ou em outro ambiente organizacional.  Trata-se da questão da peça certa no lugar certo.

E quais seriam as características comportamentais que, de forma bem geral, são valorizadas no mercado de trabalho? 

Com a ressalva de que cada característica mereceria um comentário mais aprofundado, relacionamos, a seguir, algumas delas.

Postura de aprendizado contínuo: os profissionais devem ter a consciência de que o conhecimento evolui em ritmo acelerado e de que têm a necessidade de se manterem atualizados.  Valem aqui a formação acadêmica, cursos de especialização, cursos internos das empresas, freqüência a congressos e seminários, hábito da leitura, entre outros.  A fluência em Inglês é requisito mínimo, não há justificativas para omissão nesta área.

A capacidade do trabalho em grupo: o trabalho em equipe sinergiza conhecimentos e enriquece as decisões e a prática administrativa, além de ser uma riquíssima fonte de aprendizado recíproco para cada um dos seus componentes. Ninguém sabe tudo sobre tudo.  

A capacidade de comunicação: é o saber ouvir e saber falar, identificando os problemas e oportunidades e discutindo as melhores formas de solução, sem temores, com espontaneidade, respeito e pertinência, favorecendo um clima positivo e criativo.

Visão global: ao lado do conhecimento aprofundado e especializado, os profissionais devem ver o todo, trabalhando com as correlações de fatores. Não há “ilhas” isoladas nas organizações, no ambiente de negócios (concorrentes, fornecedores, clientes, comunidade), ou no próprio macro-ambiente do país e do mundo.

Flexibilidade: a dinâmica atual implica num constante processo de ajustes e adaptações, bem como de iniciativas e desbravamentos, posturas que são incompatíveis com um pensamento rígido e engessado.

Liderança: as empresas precisam de pessoas que não se furtem a tomar a situação na mão nas áreas de sua competência e conhecimentos, indicando os cursos de ação mais recomendáveis, inclusive para colegas e chefias.  A liderança é situacional, baseada em conhecimento e na disposição para trabalhar com os outros.

Ética: os comportamentos antiéticos, a intriga, a bajulação, a politicagem, o “levar vantagem em tudo” são mal-vistos, em contraponto ao trabalho honesto, produtivo, participativo e cooperativo.

Inteligência espiritual: está cada vez mais presente no mundo atual - e em um número cada vez maior de empresas -, a necessidade de um quadro superior de referências para posturas e atitudes no nosso cotidiano.  Este quadro de referências, que já é chamado de “inteligência espiritual”, procura balizar as ações através de quatro perguntas simples, extraídas do princípio budista da Existência Correta: a) O que estou fazendo faz bem para mim mesmo?;  b) Faz bem para o próximo?; c) Faz bem à sociedade?; d) Faz bem à Natureza?  

 

Um abraço a todos,

Paulo Murayama Rose Maciel

 

 

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