A EMPREGABILIDADE E A CRISE
Não basta o conteúdo - é preciso usá-lo. (Fev. 2009)

Ter empregabilidade é ter a formação acadêmica, os cursos de aperfeiçoamento, os idiomas, as características pessoais e comportamentais, a experiência e as competências técnicas exigidas pela função que se exerce ou se pretende exercer. Bem, na verdade, não é exatamente só isso: precisa-se também que se tenha tudo isso em dose maior do que pelo menos a média dos concorrentes ao cargo ou carreira que se pretende manter ou desenvolver. Se não estiver acima da média, a empregabilidade relativa, digamos assim, pode se mostrar insuficiente na hora do vamos ver. E, evidentemente, não é só quem está disponível no mercado que precisa ter empregabilidade. Quem está trabalhando também. Não se mexe em time que está ganhando, diz o senso comum. Mas, e em time que está perdendo ou com dificuldades de se impor na partida? O futebol - que guarda enormes semelhanças com a vida -, mostra que para partidas ou fases difíceis existe o banco de reservas e as contratações de novos jogadores. E até mudanças de técnico. Nas empresas, a mesma coisa: nos momentos difíceis as competências dos colaboradores passam a ser muito mais necessárias e as eventuais lacunas tornam-se muito mais perceptíveis. Falando de maneira crua: nessas situações, a empregabilidade passa a ser importante para não se perder o emprego. Se precisássemos hoje enfatizar apenas uma competência entre todas aquelas normalmente exigidas dos profissionais, diríamos que esta competência seria a dedicação e o compromisso, ou seja, a capacidade de dar mais de si mesmo em prol dos resultados e da organização. Dificuldades especiais requerem uma aplicação especial e, por esta razão, as pessoas inteligentes, competentes e de alta empregabilidade nesses momentos disponibilizam às suas empresas mais participação, trabalho e esforço. Mas já estamos fazendo isso há muito tempo, diriam muitas pessoas, e certamente estarão falando a verdade. Em muitas empresas, já não há mais horários, finais de semana ou feriados: o funcionário - principalmente em funções mais elevadas -, tem que estar permanentemente disponível. Mas essas pessoas só comprovam que esse novo grau de exigência passou a fazer a diferença entre estar ou não estar empregado, ou seja, tornou-se um componente essencial da própria empregabilidade! Algumas vezes, porém, nem toda a competência e dedicação do colaborador são suficientes para a manutenção do emprego, pois a empresa já pode estar em situação tão delicada que se verá sem alternativas a não ser cortar a própria carne. Aí entra a responsabilidade do próprio empresário ou do conselho de administração, mas isso é tema para uma outra conversa, num outro dia. Neste final de artigo, nos ocorre aquele cartazete humorístico que podia ser encontrado em alguns escritórios há alguns anos atrás. Como em muitas anedotas, a frase tem um inquietante fundo de verdade: “Quem conseguir manter a calma e a tranquilidade no meio de toda esta confusão, simplesmente não entende o que está acontecendo!” Um abraço a todos! Murayama e Maciel

 

Um abraço a todos,

Paulo Murayama Rose Maciel

 

 

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