A CORUJA E AS IDEIAS QUE NÃO VOAM
Às vezes historietas, fábulas e até piadas podem ser úteis para ilustrar um conceito.

Um jovem colaborador – transbordando de energia e de vontade de ajudar -, vem ao chefe e dá uma sugestão qualquer, para um processo, para o setor ou para a empresa como um todo. Após expor a ideia, fica com aquele olhar de expectativa, como que esperando um grande parabéns, pois afinal, na sua opinião, a sugestão é boa e o seu chefe deveria ter as condições de colocá-la em prática imediatamente! Acreditamos que você reconhece a cena hipotética acima, pois não é incomum. Em princípio, ela é positiva – pois a criatividade deve ser incentivada. Entretanto, muitas vezes o gestor ficará com a tarefa de dizer que a sugestão não é exequível, por esta ou aquela razão. Outras vezes a ideia pode até ter méritos, mas está tão crua que seria necessário aplicar sobre ela muito trabalho antes de se poder considerá-la viável. E esse esforço em geral está acima da experiência do colaborador que a apresentou. E, em qualquer caso, é importante cuidado para não desmotivar o profissional que trouxe a ideia, o que pode exigir uma longa explicação dos motivos, resultando em perda de tempo adicional. A conclusão é que não basta que as ideias sejam boas, elas precisam ser operacionalizáveis, no tempo e no custo, para não sobrecarregarem a chefia e para que não se tornem um fator de desmotivação. A historieta abaixo, com jeito de fábula, talvez possa ajudar o pessoal mais voluntarioso a pensar melhor para depois trazer suas sugestões. “Certa vez um coelho vinha em desabalada carreira por um campo aberto, com uma faminta e veloz raposa no seu encalço. A cada metro percorrido, mais encurtava a distância entre os dois. O desfecho seria terrível para o coelho (embora ótimo para a raposa, pois, como se sabe, tudo depende do ponto de vista!). Quando o coelho já estava no limite das suas forças, avistou em cima de uma árvore, no meio do descampado, uma majestosa e sábia coruja acompanhando o desenrolar da cena (não sabemos porque as corujas têm a fama de sábias, mas vamos aceitar isso, afinal fábula é fábula). O coelho, desesperado e esbaforido, gritou então para a coruja: “Coruja, me ajuda! Como eu escapo dessa raposa?” A coruja, impassível, respondeu: “Coelho, é muito fácil: bata as asas e vem aqui para cima.” O coelho, aliviado, preparou-se para voar mas, perplexo, gritou para a coruja: “Mas eu não tenho asas!” Ao que a coruja, sem perder a pose, respondeu: "Ora, Coelho, você me pediu uma sugestão e eu dei. Agora trabalhe nos detalhes!”

 

Um abraço a todos,

Paulo Murayama Rose Maciel

 

 

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