PROCESSO SELETIVO DE CANDIDATOS A PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Uma especulação sobre como seria o perfil desta posição caso ela fosse passada para recrutadores executivos.

As próximas eleições terão singular importância para o País, porque ocorrerão em meio a uma das piores recessões econômicas que já enfrentamos e num clima de forte polarização política e desconfiança quanto às instituições. Boas escolhas serão importantíssimas para uma reversão de expectativas e para uma mais rápida recuperação da economia.

Nesta reflexão construímos um perfil hipotético e simplificado para “identificar candidatos à posição de presidente da República". O exercício é apolítico em termos ideológicos, mas totalmente político em espírito, pois acreditamos que só na política encontraremos a saída para os nossos problemas.

Esta não é uma paródia ou tentativa de humor, mas sim uma manifestação de esperança no Brasil, nos nossos recursos, na nossa gente e na capacidade de resolvermos nossos problemas.

Os itens 1 e 2, a seguir, são a lei. O primeiro fala das atribuições do cargo; o segundo relaciona os requisitos legais para que alguém possa se candidatar. O item 3 é onde elaboramos o "Perfil para o Recrutamento e Seleção". É neste capítulo que fazemos o nosso estudo.


Um abraço,


Murayama e Maciel
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RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE CANDIDATOS A PRESIDENTE DA REPÚBLICA
PERFIL DO CARGO

1. Principais atribuições:

- Aplicar as leis do País, principalmente as que pertencem à Constituição Federal.
- Fazer a condução da política econômica do País.
- Aprovar ou vetar leis feitas e aprovadas pelo Congresso (Câmara dos Deputados e Senado Federal).
- Editar medidas provisórias com força de lei em situação de urgência.
- Enviar à aprovação do Congresso, anualmente, o projeto de lei orçamentária e o plano plurianual. Neles, o presidente deve explicar como vai arrecadar os recursos e como vai aplicá-los
no ano seguinte.
- Definir e comandar a política externa do País.
- Em caso de necessidade, pode declarar guerra a um país, desde autorizado pelo Congresso Nacional.
- Em caso de necessidade, pode declarar estado de defesa ou de sítio.
- Criar ou descontinuar ministérios;
- Escolher, nomear ou exonerar do cargo os ministros de Estado, que são os responsáveis por colocar em execução as políticas do governo.
- Escolher os representantes diplomáticos do País.
- Manter relações diplomáticas com outras nações.
- Exercer o comando supremo das Forças Armadas do País.
- Convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
- Celebrar tratados, convenções e atos internacionais (sujeitos à aprovação do Congresso Nacional).
- Executar a organização e o funcionamento da administração federal.
- Criar e extinguir cargos públicos federais, na forma da lei.
- Nomear comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.
- Fazer a indicação de: ministros do Supremo Tribunal Federal e tribunais superiores (em caso de morte ou aposentadoria), presidente e diretores do Banco Central e o procurador-geral da
República.

2. Requisitos legais:

- Ser brasileiro nato.
- Idade mínima de 35 anos.
- Pleno exercício de seus direitos políticos.
- Estar inscrito num colégio eleitoral no país.
- Estar vinculado a um partido político.
- Não ter assumido o posto de outro presidente nos últimos 6 meses antes da eleição.

3. Perfil para o Recrutamento e Seleção:

3.1. Desejável um mínimo de quatro anos de experiência como governador ou prefeito, preferencialmente de municípios de grande porte; poderão ser considerados indivíduos com histórico de realizações significativas em cargos executivos de primeiro escalão nas esferas federal, estadual ou municipal; também poderão ser considerados empreendedores ou executivos de grandes organizações privadas com históricos de sucesso e de moral inatacável; em todos os casos, uma vivência complementar como parlamentar pode ser de interesse. Excepcionalmente poderão ser avaliados ocupantes ou ex ocupantes de cargos públicos em outros Poderes, desde que com clara visão programática de soluções para o País e com forte liderança na sua atividade. Finalmente, e no limite, poderão ser consideradas lideranças outras na sociedade civil, que se destaquem pelo seu amplo conhecimento das realidades nacionais e por terem propostas claras e aceitas por uma fatia representativa da sociedade.

3.2. O partido político ao qual for filiado deverá ter um conteúdo programático próximo ou alinhado com as visões políticas e a história do candidato; é de interesse, porém não essencial, que este partido tenha uma ampla base parlamentar e uma representatividade em nível nacional, para facilitar as futuras ações de governo

3.3. O candidato deverá apresentar seu programa de governo e seu núcleo de colaboradores logo no início da campanha, para que todos conheçam suas ideias e as pessoas que irão executá-las, evitando o preenchimento como reciprocidade ao apoio político.

3.4. O candidato deverá manifestar forte conhecimento dos problemas e aspirações nacionais e a disposição de aprofundar o seu conhecimento sobre elas, mantendo-se próximo dessas realidades; deverá demonstrar por atitudes passadas que é um sistema aberto para ouvir as expressões políticas, sociais, empresariais e de outras áreas da sociedade civil; deve ter compreensão do seu papel como um servidor do público na cadeira de presidente.

3.5. Deverá demonstrar conhecimentos e do papel do País no contexto internacional, manifestando posições embasadas e coerentes.

3.6. Deverá ter acentuada habilidade de negociação, sendo capaz de analisar cuidadosamente posições conflitantes, avaliá-las nos seus méritos e na sua exequibilidade, e conseguir que as partes cheguem a uma posição de consenso; se isso se mostrar impossível, não se furtar em tomar uma decisão, mas sempre procurando deixar uma porta aberta para progressivos entendimentos; não objetivar vencer disputas, mas agir como um moderador, valorizando as contribuições e os propósitos de cada lado, sem perdedores ou vencedores; ser ponderado e agregador.

3.7. Respeitar regras, procedimentos e o domínio da lei.

3.8. Ter notável capacidade de expressão e de convencimento, transmitindo as suas propostas de maneira clara e assertiva para os agentes políticos e para a sociedade em geral, ponderando os prós e contras, diferenciando o que é possível do que é desejável, e projetando uma visão de futuro melhor para todos.

3.9. Ter acentuada flexibilidade e resiliência, ser aberto a mudanças, à assimilação de novos conceitos, à adaptação a novas situações e à quebra de paradigmas.

3.10. Transmitir otimismo e credibilidade; ser coerente e fiel aos seus princípios; não ser colhido em contradições ou mentiras.

3.11. Demonstrar clara habilidade de trabalhar e desenvolver equipes.

3.12. Demonstrar grande capacidade de relacionar-se com as pessoas: simpatia, cortesia, empatia, tolerância, equilíbrio emocional, respeito à individualidade.

3.13. Idealmente, mas não obrigatoriamente, deverá apresentará uma boa formação acadêmica e cultural, que o auxiliarão na capacidade de análise, síntese e crítica, mas como um complemento aos requisitos de inteligência emocional supra- mencionados.

3.14. Ter uma vida pública e privada ilibada, como político, cidadão e pai de família.

3.15. Sexo indiferente.

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Um abraço a todos,

Paulo Murayama Rose Maciel

 

 

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